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5 RESPOSTAS SOBRE A DOAÇÃO DE MEDULA ÓSSEA

Em 2000 eram apenas 12 mil inscritos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Hoje somos mais de 3,7 milhões de doadores cadastrados, tornando o Brasil o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo.

Publicado em: 4.07.2018 às 12:20 pm

Boa notícia: os doadores voluntários de medula estão aumentando. Em 2000 eram apenas 12 mil inscritos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Hoje somos mais de 3,7 milhões de doadores cadastrados, tornando o Brasil o terceiro maior banco de dados do gênero no mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos (7,9 milhões de doadores) e Alemanha (6,2 milhões de doadores). Apesar desses números positivos, muitas pessoas ainda têm dúvidas de como é realizada a doação de medula. Confira as perguntas mais comuns, acabe com as dúvidas e salve vidas.

1) O que é a medula?

Quando se fala de transplante de medula, muitas pessoas se confundem. A medula que é doada é a medula óssea, e não a medula espinhal (que é parte do sistema nervoso e fica dentro da coluna vertebral). A medula óssea é um tecido líquido-gelatinoso, que está dentro das cavidades ósseas, e é mais conhecida como “tutano”. É nessa medula que são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

2) O que é transplante de medula?

Algumas doenças, como leucemia, anemia falciforme e talassemia afetam as células do sangue. O transplante tem o objetivo de recompor as funções da medula óssea doente, trocando suas células alteradas por células de uma medula óssea normal, doada por uma pessoa saudável.

3) Como faço para ajudar?

Qualquer pessoa entre 18 e 55 anos de idade, em bom estado geral de saúde, sem ter doença infecciosa ou incapacitante, pode doar medula óssea. Primeiro, é necessário se cadastrar no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). No Espírito Santo, o cadastro é realizado no HEMOES, através do fornecimento de dados como nome, endereço, tipo sanguíneo, data de nascimento, RG e telefone, e coleta de 4ml de sangue periférico.

5) Como é feito o transplante?

O receptor participa de uma preparação de cerca dez dias para receber o transplante. Nesse período, são ministradas drogas quimioterápicas, que eliminam a medula óssea desse receptor. Na próxima etapa, as células colhidas do doador são recebidas pelo receptor na forma de transfusão.

Com a circulação na corrente sanguínea, as células recebidas atingem o interior dos ossos e começam a se multiplicar, retomando a produção dos componentes do sangue. Com a produção de células maduras do sangue, geralmente de duas a quatro semanas depois do transplante, é confirmada que a medula transplantada “pegou”, ou seja, que a medula começou a funcionar.

 

Aqui no Espírito Santo os endereços para se tornar um doador são:

Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (HEMOES)

Tel. 3636-7900/7920/7921 – Avenida Marechal Campos, 1.468, Maruípe, Vitória. Funciona de segunda-feira a sábado, das 07 às 17h30.

Unidade de Coleta à Distância da Serra

Tel. 3218-9429/ 3218-9242. Avenida Eudes Scherrer Souza, s/n (anexo ao Hospital Estadual Dório Silva). Funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 07h às 15h20.

Hemocentro de Linhares

Tel. (27) 3264-6000/3264-6019 – Avenida João Felipe Calmon, 1.305, Centro (ao lado do Hospital Rio Doce). Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Hemocentro Regional de Colatina

Tel. (27) 3717-2810 – Rua Cassiano Castelo, s/n, Centro. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Hemocentro Regional de São Mateus

Tel. (27) 3767-7957 – Rodovia Otovarino Duarte Santos, Km 02, Parque Washington. Funciona de segunda a sexta-feira, das 07 às 12h30.

Fonte: LIG